Os gastos com cartões de pagamento com criptomoedas chegaram a US$ 759 milhões em julho, um novo recorde mensal. O salto acontece mesmo com o mercado de cripto em queda nos últimos meses, e a explicação apontada está no avanço das stablecoins.

Em números: o volume mensal ficou cerca de 2,5 vezes acima dos US$ 306 milhões de um ano antes. O número de transações também avançou, saindo de 5,2 milhões para cerca de 9 milhões no mesmo intervalo.

O que aconteceu: a a16z diz que os cartões estão ampliando o acesso a contas em dólares no mundo todo, o que facilita o uso cotidiano das criptomoedas. No recorte por emissores, a RedotPay lidera o mercado, seguida por EtherFi, KAST e Karta.

No Brasil: para quem usa cripto no dia a dia, isso reforça a migração para dólares digitais, como USDC e USDT. Como esse tipo de gasto pode ter efeito tributário e envolve uso de ativos em moeda estrangeira, a atenção com registros e conversão para reais segue essencial.

Para o leitor brasileiro, a tendência mostra que cripto está sendo usada menos como aposta e mais como meio de pagamento atrelado ao dólar digital.

A a16z também destaca mudança na infraestrutura por trás desses gastos. Em julho, Optimism respondeu por cerca de 29% do volume, enquanto Solana e Base ficaram perto de 19% cada. A participação da Gnosis caiu para cerca de 2%.

No lado das stablecoins, o USDC ficou com cerca de 58% dos gastos e o USDT com aproximadamente 26%. Um ano antes, esses números eram de cerca de 48% e , respectivamente.