Malone Lam, cidadão de Singapura de 22 anos, declarou-se culpado nesta terça-feira (8) por participação em uma conspiração criminosa que drenou mais de US$ 245 milhões (aprox. R$ 1,35 bilhão) em criptoativos. Segundo os promotores, a operação começou em outubro de 2023 e continuou até pelo menos maio de 2025.
Lam coordenava o grupo, escolhia os alvos e distribuía as tarefas entre os participantes. A quadrilha conhecia as vítimas por meio de plataformas de jogos online e usava engenharia social, técnica que manipula pessoas para obter informações ou acesso. Em algumas situações, os criminosos invadiram residências para conseguir os dados necessários ao esvaziamento das carteiras.
O caso começou após uma denúncia, em setembro de 2024, sobre o roubo de 4.100 BTC de uma única vítima em Washington, D.C. A investigação relacionou o episódio a um esquema mais amplo de US$ 263 milhões (aprox. R$ 1,45 bilhão). Um integrante responsável pela lavagem de dinheiro foi condenado a 70 meses de prisão em abril.
Os recursos financiaram uma rotina de luxo: o grupo gastou até US$ 500 mil (aprox. R$ 2,75 milhões) em uma única noite em casas noturnas, comprou relógios por mais de US$ 500 mil cada, alugou imóveis em Los Angeles, Miami e Hamptons, fretou jatos e adquiriu carros avaliados em até US$ 3,8 milhões (aprox. R$ 20,9 milhões).
Para usuários no Brasil, o caso mostra que a segurança de uma carteira digital também depende de proteger dados pessoais e desconfiar de contatos inesperados feitos em comunidades de jogos.
A juíza Colleen Kollar-Kotelly aceitou o acordo de culpa por conspiração de associação criminosa e marcou uma audiência para 8 de dezembro. A promotora Jeanine Ferris Pirro afirmou que a confissão deve servir de alerta a possíveis imitadores e que as autoridades vão identificar e responsabilizar redes internacionais de cibercrime.




