O XRP avançou mais de 3,8% em julho, após dois meses de queda, mas ficou atrás do Bitcoin (BTC), que subiu cerca de 9%, e do Ethereum (ETH), com alta aproximada de 20%. Na chegada de agosto, dados on-chain (registros públicos de movimentações na blockchain) apontam redução da pressão vendedora.

Menos depósitos: a média mensal de transferências de XRP para a Binance caiu para cerca de 3,6 milhões de XRP, o menor nível já registrado, segundo o analista Darkfost. Como investidores costumam enviar tokens às exchanges quando pretendem negociá-los, a queda sugere menor disposição para vender e pode ajudar a sustentar o suporte acima de US$ 1 (aprox. R$ 5,80).

Mais retiradas: os saques representaram 55,6% das transações de XRP na Binance nos sete dias encerrados em 31 de julho, maior proporção desde fevereiro de 2021. Nas exchanges centralizadas em geral, a fatia chegou a 54%. Já os depósitos responderam por 44,3% das operações na Binance e 45,95% no setor, ambos em mínimas de vários anos.

O indicador contabiliza o número de transações, não o volume movimentado nem o saldo líquido. Portanto, a mudança de comportamento nas exchanges não comprova, sozinha, que investidores estejam acumulando XRP.

O contraponto: agosto tem retorno médio de apenas 0,43% para o XRP e terminou no vermelho por quatro anos consecutivos. Além disso, os ETFs à vista do ativo receberam somente US$ 19,6 milhões (aprox. R$ 113,7 milhões) em aportes líquidos durante os 21 pregões de julho; houve fluxo nulo em 11 dias e resgates em 1º e 8 de julho.

Para quem acompanha o XRP no Brasil, os dados indicam menor pressão de venda, mas ainda não confirmam uma retomada consistente da demanda.