Stablecoins emitidas em mercados locais podem acabar fortalecendo a demanda por versões atreladas ao dólar, segundo Dan Katz, primeiro diretor-geral adjunto do FMI. A avaliação é que os usuários tendem a escolher dólares digitais quando buscam mais liquidez, maior efeito de rede (quando um ativo fica mais útil porque mais gente já usa) e aceitação em operações entre países.
O que aconteceu: Katz afirmou que usuários podem preferir tokens lastreados no dólar por causa da liquidez, dos efeitos de rede e da aceitação transfronteiriça. Na prática, isso significa que um ativo com uso mais amplo e circulação maior tende a atrair ainda mais demanda.
Por que importa: o comentário do FMI indica que a criação de stablecoins domésticas não garante, por si só, uma migração dos usuários para versões vinculadas a moedas locais. Se o dólar digital continuar oferecendo mais facilidade de uso e alcance internacional, ele pode seguir como a escolha dominante.
Para o leitor brasileiro, isso ajuda a entender por que tokens em dólar podem continuar relevantes mesmo com o avanço de alternativas locais e discussões regulatórias.




