O Ministério Público do Acre (MPAC) denunciou 29 pessoas por suspeita de participação em uma organização criminosa e pediu à Justiça o bloqueio de bens e de criptomoedas mantidas pelos acusados. A petição foi protocolada na quarta-feira (22) e formaliza na Justiça os desdobramentos da Operação Convergência Nacional.
O que aconteceu: segundo o MPAC, 10 investigados são apontados como responsáveis pelo comando do grupo, enquanto outros 19 teriam atuado em funções logísticas. A investigação reuniu elementos sobre a divisão de tarefas e a estrutura de poder da facção, com atuação do Gaeco e apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Por que importa: o pedido inclui o bloqueio de saldos em criptomoedas sem explicação clara de origem nos últimos cinco anos. A Promotoria também quer que o patrimônio apreendido seja revertido ao Estado, além da destinação do dinheiro físico recolhido ao Educandário Santa Margarida. O processo ainda prevê um valor mínimo para reparação dos danos causados pelas infrações penais.
Mandados de busca e prisão foram cumpridos na terça-feira (2) em Rio Branco e Epitaciolândia, no Acre, e também em Fortaleza, Florianópolis e na capital do Rio de Janeiro. A denúncia pede ainda a prisão cautelar de um investigado apontado como operador financeiro da quadrilha.
Para você, o caso mostra como autoridades brasileiras têm incluído criptoativos no rastreamento de patrimônio suspeito em investigações criminais.
A denúncia aguarda recebimento formal na vara especializada em facções da comarca de Rio Branco. O caso amplia a pressão das autoridades sobre o uso de criptomoedas em movimentações ligadas a atividades ilegais.




