A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (19) a Operação Pane Seca para investigar suspeitos de desviar R$ 227 milhões de instituições financeiras. A PF afirma que parte do dinheiro passou por contas de intermediários e por corretoras de criptomoedas.
O que aconteceu: os investigados teriam feito transferências e pagamentos de boletos para espalhar os valores em novas contas. A estratégia, segundo a PF, buscava dificultar reversões, porque o dinheiro não ficava preso na conta de origem, que já chegava zerada.
Em números: a operação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em Vila Velha (ES), Cariacica (ES) e Vitória da Conquista (BA). A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 226,2 milhões.
A investigação usou informações do Projeto Tentáculos, além de quebras de sigilo bancário e dados de celulares e outros dispositivos. A PF não informou o nome das vítimas.
Para quem está no Brasil, o caso mostra como fraudes bancárias podem cruzar com o mercado cripto, mas isso não significa culpa das plataformas em si; a transparência das transações pode ajudar a rastrear o dinheiro.




