O Santander Brasil teve lucro líquido gerencial recorrente de R$ 3,014 bilhões no 2T26, queda de 20,4% ante o trimestre anterior e de 17,6% em relação ao mesmo período de 2025. No critério contábil, o lucro ficou em R$ 2,667 bilhões, afetado por uma provisão trabalhista de R$ 291 milhões.

Por que importa: o banco cresceu a carteira de crédito, mas viu as provisões pesarem mais. Isso costuma sinalizar um ambiente de risco maior para o sistema bancário, com juros ainda altos e famílias mais pressionadas.

A receita total somou R$ 20,675 bilhões, com alta de 0,4% em 12 meses, enquanto a margem financeira chegou a R$ 15,341 bilhões. Já as comissões avançaram para R$ 5,334 bilhões, puxadas por cartões, administração de recursos e consórcios.

Para o leitor no Brasil, o dado reforça que o crédito segue mais caro e seletivo, mesmo com crescimento em algumas linhas. Isso tende a impactar empréstimos, cartão e financiamento no varejo.

As provisões para devedores duvidosos, a PDD (reserva para cobrir calotes), somaram R$ 7,654 bilhões, alta de 20,6% no trimestre e de 11,5% em 12 meses. O custo de crédito ficou em 3,81%, e a inadimplência acima de 90 dias terminou em 3,3%.

Carteira e eficiência

A carteira de crédito ampliada alcançou R$ 714,769 bilhões em junho de 2026, crescimento de 5,8% em 12 meses. O avanço veio de financiamento ao consumo, pequenas e médias empresas e grandes empresas, enquanto o banco reduziu a exposição ao segmento massificado.

Na estrutura operacional, as despesas gerais ficaram em e o índice de eficiência subiu para . O Santander encerrou o trimestre com , e base de de clientes.