A Polícia Civil lançou nesta quinta-feira (13) a Operação Criptoabate para desarticular um esquema de falsos investimentos em criptomoedas. A apuração começou depois que uma aposentada de 70 anos, do Rio Grande do Sul, perdeu mais de R$ 37 milhões ao longo de seis meses.

O que aconteceu: segundo a investigação, os golpistas primeiro conquistavam a confiança das vítimas e deixavam saques iniciais acontecerem. Depois, incentivavam novos depósitos em uma plataforma falsa que mostrava saldos fictícios e, quando a pessoa tentava resgatar o dinheiro, os saques eram bloqueados.

Como funcionava: as vítimas também eram colocadas em grupos falsos, com perfis criados para dar aparência de legitimidade ao esquema. Em seguida, os suspeitos passavam a cobrar novos pagamentos sob a justificativa de taxas, impostos ou valores necessários para liberar o patrimônio.

Em números: a polícia identificou 140 possíveis vítimas. Foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão contra 18 suspeitos. Entre os alvos, estão donos de três instituições financeiras que fariam a conversão de reais para criptomoedas, além de dois suspeitos estrangeiros. Um dos presos seria gerente de um grande banco nacional, sob suspeita de facilitar a abertura de contas para o grupo.

A plataforma usada no esquema foi identificada como TDASX e teria saído do ar após o início das investigações. No Reclame Aqui, o nome acumula 246 reclamações, sendo 225 registradas em 2024, período apontado como o auge da fraude.

Para o brasileiro, o caso reforça um alerta básico: promessa de lucro fácil, pressão para fazer depósitos extras e dificuldade para sacar são sinais clássicos de golpe, mesmo quando a operação parece profissional.