A Trezor confirmou o vazamento de dados de aproximadamente 13,7 mil clientes após uma invasão à ShipMonk, empresa que faz o envio de seus produtos. O caso atinge compradores dos Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Colômbia, Brasil, Itália e Portugal que receberam pedidos nos últimos 90 dias.
Segundo a empresa, 11.742 clientes tiveram expostos nomes, e-mails, números de telefone e endereços de entrega. Outros 1.947 clientes tiveram vazados nomes, cidades e endereços de e-mail.
O que aconteceu: a ShipMonk avisou a Trezor na segunda-feira (10) de que uma pessoa não autorizada acessou os sistemas que armazenavam dados de pedidos. O comunicado público da fabricante foi divulgado na noite de quarta-feira (12). A empresa afirmou que seus sistemas internos não foram afetados e que as carteiras de hardware (dispositivos físicos usados para guardar criptomoedas) seguem seguras.
Por que importa: com nome, telefone, e-mail e endereço em circulação, os clientes afetados ficam mais expostos a golpes de phishing (mensagens falsas para roubar dados). Nesse tipo de fraude, criminosos podem se passar pela própria Trezor, por bancos ou por corretoras de criptomoedas para tentar obter informações sensíveis ou desviar ativos.
Para o leitor brasileiro, o risco mais imediato é o aumento de tentativas de golpe por telefone, e-mail e mensagens, usando dados reais do pedido para dar aparência de legitimidade.
A Trezor disse que esta foi a primeira vez, desde sua fundação em 2013, que um incidente desse tipo expôs números de telefone e endereços de entrega de clientes. Casos parecidos já atingiram a concorrente Ledger. Em 2020, um vazamento maior da empresa expôs dados de mais de 270 mil clientes, incluindo nomes, e-mails, telefones e, em alguns casos, endereços residenciais, o que levou a campanhas de phishing e relatos de assédio.



