A Receita Federal da França confirmou na sexta-feira (14) que dados de 678 mil contribuintes foram consultados e extraídos antes de os acessos serem interrompidos. Entre as informações estão renda tributável, endereços, dados de imóveis e registros empresariais.
O que aconteceu: O vazamento, inicialmente divulgado pelo site FrenchBreaches, envolve 2,34 GB de dados. Os registros podem incluir nome, data de nascimento, telefone, e-mail, renda tributável de referência, quociente familiar e alíquota de retenção na fonte. Para empresas, aparecem a razão social e o número SIREN, identificador empresarial francês.
A Direção-Geral das Finanças Públicas (DGFiP) informou que adotou medidas adicionais de segurança e continua investigando a natureza do ataque. A instituição também afirmou que entrará em contato com os afetados por e-mail ou carta para explicar quais dados podem ter sido expostos e quais medidas deverão ser tomadas.
Por que importa: A comunidade de criptomoedas teme que as informações sejam usadas para localizar investidores. Segundo Jameson Lopp, cofundador da Casa e responsável por uma lista de ataques contra investidores, o vazamento inclui 26.805 pessoas com renda superior a € 100 mil, 386 com renda acima de € 1 milhão e 8 acima de € 10 milhões.
Para investidores brasileiros, o caso reforça o risco de exposição de dados fiscais e patrimoniais, especialmente quando essas informações podem indicar a capacidade financeira de alguém.
A preocupação ocorre em meio a sequestros e invasões domiciliares contra investidores de criptomoedas na França. A comunidade também relaciona o episódio a vazamentos anteriores envolvendo a Ledger, fabricante de carteiras de hardware (dispositivos físicos usados para guardar chaves de criptomoedas), a Waltio, empresa de declarações de criptoativos, e uma agente da Receita francesa acusada de repassar informações de investidores a facções.




