A Revolut reservou ao menos US$ 1 bilhão para expansão na América Latina e quer dobrar o ritmo de captação de clientes no Brasil neste ano e em 2027. Ao mesmo tempo, a fintech decidiu encerrar os serviços de criptomoedas no país, de acordo com a BeInCrypto Brasil.

O investimento cobre Brasil, México, Colômbia, Peru e Argentina e será feito ao longo de alguns anos, sem divisão definida por produto. Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil, afirmou que o montante é um compromisso mínimo, revisto trimestralmente, e pode aumentar conforme surjam oportunidades.

A empresa pretende que a região responda por um quarto dos novos clientes globais conquistados em 2027. Em 2025, a receita da Revolut cresceu 46%, para US$ 6 bilhões, enquanto o lucro antes dos impostos avançou 57%, para US$ 2,3 bilhões.

No Brasil, a companhia diz que a taxa de crescimento mais que triplicou desde o início de 2026, embora não divulgue sua base de clientes no país. A estratégia prevê mais publicidade, possível uso de embaixadores locais, campanhas em aeroportos e, no futuro, máquinas para emissão de cartões.

Cripto será liquidada após 24 de novembro

Clientes brasileiros com criptomoedas na Revolut devem vender os ativos até 24 de novembro. Após essa data, os saldos remanescentes serão vendidos automaticamente, e o valor será creditado em dólar na conta estrangeira do aplicativo, segundo a BeInCrypto Brasil.

A empresa informou em sua central de ajuda que descontinuou os produtos cripto no Brasil devido às mudanças recentes nas regras do setor. Compras e transferências entre clientes foram desativadas em outubro, e as contas passaram a operar apenas para venda.

A Revolut chegou ao país em 2023 oferecendo conta global e negociação de cerca de 90 criptomoedas. A conta principal, os cartões e as transferências internacionais não serão afetados. Quem deixar a liquidação para a plataforma perde o controle sobre a cotação de saída, que dependerá do preço no momento da venda automática.