As novas regras do Tesouro dos EUA devem definir quais stablecoins poderão ser oferecidas legalmente a compradores americanos. O ato GENIUS exige que tokens de pagamento atrelados ao dólar tenham uma licença no país.

O que aconteceu: O Congresso aprovou o ato Guiding and Establishing National Innovation for US Stablecoins (GENIUS) em julho de 2025. A emissão sem licença deverá terminar em 18 de janeiro de 2027; a partir de 18 de julho de 2028, as plataformas, em geral, não poderão vender stablecoins de pagamento a cidadãos dos EUA sem autorização.

O Tesouro abriu uma consulta pública de 60 dias. Nenhum emissor tem a licença definitiva prevista nas regras, mas o Office of the Comptroller of the Currency (OCC) aprovou autorizações condicionais para Circle, Ripple, Paxos, Fidelity Digital Assets e BitGo. A Circle obteve aprovação definitiva em julho.

As seis redes: O ranking considera a parcela das stablecoins de cada blockchain vinculada a um emissor licenciado. A Hyperliquid (HYPE) concentra US$ 6,18 bilhões (aprox. R$ 35,8 bi) em stablecoins, dos quais 97,8% são USDC. Na Arbitrum (ARB), o USDC representa 63,5% dos US$ 3,5 bilhões (aprox. R$ 20,3 bi) existentes na rede.

A Polygon (POL) reúne US$ 3,03 bilhões (aprox. R$ 17,6 bi), com 53,3% em USDC. Na Solana (SOL), a base chega a US$ 15,33 bilhões (aprox. R$ 88,9 bi), e o USDC responde por 43,5%. O Ethereum (ETH) tem US$ 146,57 bilhões (aprox. R$ 850,1 bi) em stablecoins; o USDT representa 50,4% desse volume. No XRP Ledger, mais de meio bilhão de dólares em RLUSD, stablecoin emitida pela Ripple, migraram para a rede.

Para brasileiros, o efeito direto depende das regras finais dos EUA e de como corretoras e emissores que operam no país adaptarão seus serviços. A proposta não garante valorização das altcoins.