A inteligência artificial já entrou na rotina de milhões de pessoas, mas isso não significa preparo para usá-la com eficiência. No Blockchain.RIO 2026, realizado nos dias 12 e 13 de agosto, no Rio de Janeiro, o Senac RJ chamou atenção para essa lacuna.
Durante a palestra “Do Chatbot à Autonomia Real: A Ascensão do Agente Autônomo na Era da Inteligência Artificial”, Stenio Magalhães, responsável pelo portfólio de cursos de Programação e Inteligência Artificial do Senac RJ, afirmou que 90% das pessoas não sabem usar adequadamente a IA porque não foram educadas para isso.
Ele diferenciou chatbots, que respondem a comandos, de agentes ativos, capazes de conduzir processos do início ao fim. Na prática, esses agentes podem conversar com um cliente, executar etapas de uma tarefa e concluir o trabalho com base nas regras e ferramentas definidas.
Magalhães disse que dados atualizados, informações confiáveis e uma boa engenharia de prompt (a forma de escrever instruções para a IA) seguem como pontos centrais para criar sistemas eficientes. A orientação dele foi evitar uma ferramenta única para resolver tudo e apostar em agentes especializados.
Para você no Brasil, isso aponta uma demanda direta por capacitação: não basta adotar IA, é preciso entender como ela entra no fluxo de trabalho, na análise de currículos e em processos que já começam a ser automatizados.
A palestra também tratou do mercado de trabalho. Magalhães afirmou que a IA não substitui profissionais, mas que profissionais que usam IA podem substituir os que não usam. Ele citou o uso da tecnologia em múltiplos canais de conteúdo e na triagem inicial de currículos por empresas.
O Senac RJ também participou de outra atividade no evento, “Do Python ao Web3: como formar programadores blockchain no Brasil”, ao lado de Márlyson Silva, da Transfero Group, Raphael Casali Monteiro e Alexandre Rangel. A instituição ainda mantém com a Transfero Group uma trilha formativa de 400 horas com conteúdos de Inteligência Artificial, Programação em Python e Projeto Cripto.




