Tom Lee, cofundador da Fundstrat e presidente da BitMine Immersion Technologies (BMNR), voltou a defender que o Ethereum (ETH) pode se tornar a infraestrutura de liquidação de Wall Street e da inteligência artificial. A fala veio em resposta a um usuário no X, que questionou por que o ETH vinha segurando melhor que quase todo o top dez cripto na queda recente.

Segundo Lee, “o ETH é o futuro sistema de liquidação de Wall Street e da IA”. Liquidação, nesse contexto, é a etapa em que uma transação é registrada e finalizada. A tese dele combina dois movimentos: a tokenização de ativos tradicionais por instituições financeiras, ou seja, a representação desses ativos em blockchain, e o avanço da IA agente, formada por softwares capazes de operar de forma independente.

Lee também já citou o rompimento da razão ETH/BTC como sinal de que o mercado pode estar começando a precificar essa mudança. A BitMine reforçou a aposta com compras de ether e mira uma participação de 5% no ativo, embora a posição ainda esteja negativa em relação ao custo.

Nos últimos sete dias, o Ethereum ficou entre os poucos ativos do top dez com valorização. Tron (TRX) foi a única outra moeda em alta no período, sem contar stablecoins. Bitcoin (BTC), BNB, XRP, Solana (SOL), Zcash (ZEC) e Hyperliquid (HYPE) caíram na semana, com algumas perdas acima de 3%.

O ETH era negociado perto de US$ 2.518 (aprox. R$ 13,8 mil) pela manhã, com queda de cerca de 0,1% em 24 horas. O BTC operava próximo de US$ 77.100 (aprox. R$ 424 mil), recuando mais de 1,5% no dia.

Para quem acompanha cripto no Brasil, a leitura é de cautela: a tese de infraestrutura pode sustentar interesse no , mas o preço ainda depende do humor do mercado e pode oscilar forte no curto prazo.