Como declarar criptomoedas no Imposto de Renda: passo a passo

Declarar criptomoedas no Imposto de Renda assusta muita gente — mas, na prática, é um processo de preenchimento com regras claras. A parte mais importante vem antes de abrir o programa da Receita: entender o que precisa ser informado, onde cada informação entra e quais documentos ter em mãos.

Este guia mostra o caminho completo, campo a campo: os códigos do Grupo 08 de Bens e Direitos, onde informar lucros isentos, como importar os dados do GCAP e o que fazer se você opera em exchange estrangeira. Se a sua dúvida é sobre quanto imposto pagar (alíquotas, isenção, cálculo), comece pelo nosso guia completo do imposto sobre cripto em 2026 — aqui o foco é a declaração em si.

Declarar e pagar imposto são coisas diferentes

Essa é a confusão número um, então vale abrir o guia com ela:

  • Declarar é informar à Receita Federal, uma vez por ano, o que você possui e o que ganhou. Quem tem cripto declara mesmo sem ter vendido nada e mesmo sem ter lucro — basta se enquadrar nas regras de obrigatoriedade.
  • Pagar imposto só acontece quando há ganho tributável: no regime nacional, quando as vendas do mês passam de R$ 35 mil e há lucro; no regime das exchanges estrangeiras, sobre o lucro anual apurado.

Ou seja: é perfeitamente normal (e comum) entregar uma declaração cheia de cripto sem pagar um centavo de imposto — porque você só comprou e segurou, ou porque seus lucros ficaram dentro da isenção de R$ 35 mil.

Quem precisa declarar cripto

Se você já é obrigado a entregar a declaração do IRPF por qualquer motivo (renda, patrimônio, ganho de capital etc.), a regra para cripto é direta: informe em cada cujo custo de aquisição total seja .