Empresas de criptomoedas no Brasil articulam uma proposta de autorregulação por meio da ABToken. A ideia é apresentar ao Banco Central um padrão mínimo de conformidade já adotado por parte do setor, antes mesmo da conclusão do processo de licenciamento.
O que aconteceu: A proposta foi apresentada na segunda-feira (10) por Regina Pedroso, diretora-executiva da Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken), durante o painel Why Regulation and Compliance Matter More Than Ever, no Money Legos Rio. A discussão ocorreu na programação paralela da semana Blockchain.RIO e reuniu também representantes de Lawi, Picnic, Amulets e Chainless.
Como deve funcionar: A associação prepara uma plataforma com uma espécie de checklist de conformidade para as empresas associadas. Entre os itens previstos estão controles de risco, treinamento das equipes, auditoria, contabilidade e prova de reservas (mecanismo usado para demonstrar que a empresa tem os ativos que diz custodiar).
Segundo representantes da indústria, a medida responde a uma leitura considerada excessivamente bancária para um mercado baseado em transferências instantâneas e autocustódia (quando o próprio usuário guarda suas chaves e controla seus criptoativos). A reação do setor ganhou força após a retenção de transferências por 24 horas.
Para o leitor brasileiro, o movimento mostra que empresas de cripto tentam influenciar o desenho das regras locais antes da fase final de licenciamento pelo BCB.




