A ata da reunião do FOMC de 28 e 29 de julho indicou que a maioria dos dirigentes apoiou manter a taxa dos fundos federais entre 3,50% e 3,75%. Ao mesmo tempo, três membros defenderam uma alta imediata de 25 pontos-base, sinal de que a inflação ainda preocupa o banco central dos EUA.

O que aconteceu: o documento afirma que muitos participantes avaliaram que novos aumentos de juros podem ser necessários se a inflação não continuar cedendo. Os dissidentes citados foram Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan. A divisão marca uma mudança em relação à reunião de junho, quando não houve dissidências formais.

Por que importa: juros mais altos costumam reduzir a liquidez e fortalecer o dólar, o que tende a pressionar ativos de risco como o Bitcoin. A criptomoeda vinha negociando perto da faixa de US$ 63 mil (aprox. R$ 365 mil) a US$ 65 mil (aprox. R$ 377 mil) enquanto o mercado tentava medir quando os cortes de juros poderiam começar.

O Fed também apontou riscos que podem manter a inflação sob pressão, como gargalos de oferta, incertezas geopolíticas e demanda forte ligada a investimentos em Inteligência Artificial. Embora os efeitos de repasse tarifário tenham sido descritos como “praticamente concluídos”, os dirigentes seguem atentos ao conflito no Oriente Médio e ao possível impacto nos preços de energia.

Para o leitor brasileiro, o recado é direto: se os juros nos EUA ficarem altos por mais tempo, o apetite global por risco pode cair e isso costuma afetar o preço do BTC também nas corretoras acessadas do Brasil.

A ata ainda mencionou uma proposta do presidente Kevin Warsh para reduzir de oito para seis o número de reuniões anuais do Fed. Nada foi decidido, e o calendário de 2026 segue igual. Agora, o mercado acompanha os próximos dados de inflação, os relatórios de emprego e a reunião do Fed marcada para .