A B3 passou a negociar e liquidar em reais as Opções de Política Monetária Internacional, contratos derivativos ligados às decisões de juros de bancos centrais como o Federal Reserve (Fed), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco Central do México (Banxico). A mudança entrou em vigor nesta semana.

O que mudou: prêmio, exercício e valor de referência desses contratos agora são denominados em reais. Antes, quem operava esse mercado ficava exposto não só à expectativa sobre a decisão de política monetária, mas também à oscilação da moeda associada ao banco central usado como referência.

Segundo a B3, o novo modelo aproxima essas opções das Opções de Copom já negociadas no Brasil. As Opções de Política Monetária Internacional foram lançadas em dezembro de 2025 e seguem disponíveis apenas para investidores institucionais.

Por que importa: essa restrição, de acordo com a bolsa, está ligada ao entendimento regulatório aplicado aos chamados contratos de evento, um tipo de derivativo que depende do resultado de uma decisão específica. A mudança, por sua vez, não altera as regras das Opções de Copom.

Para o mercado brasileiro, a mudança reduz um fator de risco nesses contratos ao retirar a exposição direta ao câmbio, embora o acesso continue restrito a investidores institucionais.