O Bitcoin encerrou agosto com alta de 25%, o melhor desempenho mensal desde novembro de 2024, quando avançou 37,3% após a vitória de Donald Trump nas eleições americanas. Também foi o terceiro melhor mês de agosto da criptomoeda nos últimos 13 anos.
Os ETFs de Bitcoin (fundos negociados em bolsa que acompanham o ativo) registraram entradas de US$ 3,52 bilhões (aprox. R$ 20,4 bi) no mês, praticamente repetindo o recorde de setembro de 2025, quando os fluxos chegaram a US$ 3,53 bilhões (aprox. R$ 20,5 bi). No momento citado, o Bitcoin era negociado perto de US$ 78.000 (aprox. R$ 452,4 mil).
A alta ganhou força após o Tesouro americano anunciar o aumento das recompras de títulos de curto prazo, movimento que pressionou o dólar diante do euro, da libra e do yuan. No mercado de futuros, a oitava maior liquidação da história provocou uma cascata de encerramentos de posições vendidas, ampliando a pressão compradora. Depois, os investidores passaram a comprar Bitcoin tanto no mercado à vista quanto por meio dos ETFs.
O avanço poderia ter sido maior, mas declarações de Kevin Warsh, presidente do Fed, sobre a inflação americana alimentaram receios de aumento dos juros na reunião marcada para 16 de setembro. Historicamente, setembro registra perda média de 2,9% para o Bitcoin, enquanto outubro e novembro estão entre os meses de melhor desempenho. Analistas da Glassnode apontam resistência em US$ 83.000 (aprox. R$ 481,4 mil) e suporte em US$ 65.000 (aprox. R$ 377 mil).




