O Bitcoin era negociado perto de US$ 77.400 (aprox. R$ 418 mil) após uma queda de 1,8% em 24 horas. Em agosto, a criptomoeda acumulou alta de 25%, e PlanB, criador do modelo Stock-to-Flow (S2F), afirmou que o pior momento do ciclo já teria passado.
O analista citou o preço acima da média móvel de 200 semanas, em US$ 65 mil (aprox. R$ 351 mil), e acima do preço realizado de curto prazo, em US$ 72 mil (aprox. R$ 389 mil). Esse preço realizado representa a média pela qual os investidores adquiriram seus bitcoins. Ele também mencionou que 72% das moedas estão no lucro, contra 50% anteriormente, enquanto o RSI mensal, indicador que mede a força do movimento do preço, subiu de 41 para 51.
O modelo S2F compara a quantidade de Bitcoin já minerada com a emissão anual de novas moedas. Como as recompensas de mineração diminuem aproximadamente a cada quatro anos e o ativo tem limite de 21 milhões de unidades, o modelo projeta preços mais altos ao longo dos ciclos. PlanB disse que o valor médio indicado para o Bitcoin seria de US$ 500 mil (aprox. R$ 2,7 milhões), em uma faixa entre US$ 250 mil (aprox. R$ 1,35 milhão) e US$ 1 milhão (aprox. R$ 5,4 milhões), mas ressaltou que fatores como cenário macroeconômico, ameaça quântica, regulação e adoção também pesam na cotação.
O índice de medo e ganância do CoinMarketCap voltou rapidamente para a zona de ganância, acompanhando a recuperação do Bitcoin. Os investidores agora aguardam a reunião do Federal Reserve marcada para 16 de setembro e os dados de inflação e emprego dos Estados Unidos, que serão divulgados antes do encontro.




