A BitMEX informou nesta quinta-feira (23) que encerrará suas operações às 1h do horário de Brasília de 23 de setembro de 2026. A corretora, lançada em 2014, disse que a decisão foi tomada após uma revisão estratégica do negócio e do mercado de criptomoedas.

O que aconteceu: a plataforma suspendeu o cadastro de novas contas e, a partir de 26 de agosto, passará a impor limites de risco que bloqueiam a abertura de novas posições. A empresa também afirmou que fará liquidação antecipada de contratos com baixa liquidez e que os tokens BMEX que estavam em staking (bloqueio de tokens para receber rendimento) já foram retirados desse programa.

Em números: dados do CoinMarketCap citados no comunicado indicam que a corretora mantém cerca de US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,4 bilhões) em carteiras, sendo 90,2% em Bitcoin e 9,3% em USDT. Segundo a empresa, entre 26 de agosto e 26 de setembro, posições abertas também poderão ser encerradas compulsoriamente para organizar o fechamento do mercado.

A BitMEX disse que usuários ainda poderão acessar a conta após o encerramento para consultar saldo, ver o histórico de transações e sacar criptomoedas. Mesmo assim, a recomendação é retirar os ativos o quanto antes. Clientes com KYC concluído (verificação de identidade) que mantiverem saldo na plataforma após o horário de encerramento pagarão taxa de manutenção de US$ 50 (aprox. R$ 270) ou 1% ao ano sobre o saldo remanescente, valendo o maior valor.

Para o brasileiro que usa corretora estrangeira, o recado é direto: deixar cripto parada na plataforma após o fechamento pode gerar custo extra e aumentar a exposição a golpes, como tentativas de phishing.

No comunicado, a empresa também alertou clientes para redobrar a atenção com fraudes nos próximos meses. A corretora destacou que operou por mais de sem perder fundos de clientes em ataques hackers. Até a publicação do anúncio, não havia se manifestado publicamente sobre o encerramento.