A Braskem aprovou o ajuizamento de um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar aproximadamente US$ 10,9 bilhões (aprox. R$ 54 bi) em dívidas quirografárias, que são débitos sem garantia real. Segundo a companhia, a medida busca criar um ambiente jurídico mais estável para negociar a reestruturação.
A empresa informou à CVM que o procedimento tem escopo limitado e exclusivamente financeiro. Contratos com fornecedores, clientes e outros parceiros comerciais ficam fora do processo e seguem sendo cumpridos normalmente. O protocolo formal do pedido ocorreria após a conclusão da documentação, embora o UOL tenha noticiado que a ação foi apresentada à Justiça de São Paulo nas primeiras horas de segunda-feira, 24.
Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia primeiro com os credores e depois pede a homologação do plano à Justiça. Para abrir o processo, é preciso a adesão de um terço dos credores, quórum que, segundo o Brazil Journal, já havia sido alcançado. Depois da homologação, a companhia terá 90 dias para apresentar e aprovar o plano definitivo, com apoio da maioria dos votos dos credores.
A pressão sobre a estrutura de capital continuou mesmo após a melhora operacional. No segundo trimestre de 2026, a Braskem registrou lucro de US$ 664 milhões (aprox. R$ 3,3 bi), ante prejuízo de US$ 45 milhões (aprox. R$ 225 mi) um ano antes. A receita líquida foi de US$ 4,30 bilhões (aprox. R$ 21,5 bi), alta de 37%, e o Ebitda recorrente — indicador de geração de caixa da operação antes de juros, impostos, depreciação e amortização — avançou de US$ 74 milhões (aprox. R$ 370 mi) para US$ 1,04 bilhão (aprox. R$ 5,2 bi). Ainda assim, a dívida líquida ajustada encerrou junho em US$ 9,43 bilhões (aprox. R$ 47,2 bi), alta de 3% sobre março.
Para quem acompanha o mercado no Brasil, o caso passa por , grandes bancos locais e , além de poder afetar a percepção de risco sobre crédito corporativo no país.




