O presidente da CVM, Otto Lobo, apresentou ao TCU os projetos de modernização da autarquia um dia após encerrar, em 19 de quarta-feira, uma agenda nos Estados Unidos com NYSE, Nasdaq, SEC, CFTC e BID. Entre os temas centrais estavam tokenização (transformação de ativos em registros digitais negociáveis) e o uso de IA na supervisão do mercado.

Na reunião com o presidente do tribunal, ministro Vital do Rêgo Filho, Lobo detalhou a criação do Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT). Segundo a CVM, a proposta é formular um arcabouço regulatório experimental para o ciclo completo de negociação de valores mobiliários por meio de DLTs (tecnologias de registro distribuído, base usadas em redes de blockchain).

Nos Estados Unidos, a pauta de inovação foi apresentada primeiro à NYSE, em Nova York. De acordo com a autarquia, o encontro tratou de tokenização, inteligência artificial e supervisão de mercados, enquanto a bolsa americana mostrou iniciativas próprias em andamento. As partes também discutiram a realização de eventos de aproximação entre os mercados de capitais do Brasil e dos EUA, com apoio do Consulado do Brasil.

Na Nasdaq, a conversa girou em torno da estrutura da bolsa e do impacto das novas tecnologias financeiras sobre a eficiência para investidores e emissores. A discussão também abordou como preservar regulação e proteção do mercado enquanto essas ferramentas ampliam a oferta de instrumentos financeiros.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, o movimento indica que a CVM está tentando testar regras para ativos tokenizados sem abrir mão da supervisão, tema que pode afetar emissores, corretoras e a negociação de valores mobiliários no país.

Lobo também afirmou ao TCU que os dois órgãos têm interesses em comum. O tribunal já mantém uma iniciativa ligada à tecnologia de blockchain por meio da , lançada em parceria com o .