Relatório divulgado pela CertiK nesta segunda-feira (6) mostra que o setor de criptomoedas sofreu 344 ataques no primeiro semestre de 2026, com perdas totais de US$ 1,3 bilhão. No mesmo intervalo de 2025, haviam sido registrados 345 incidentes, mas o prejuízo chegou a US$ 2,47 bilhões. Segundo o estudo, a diferença é influenciada pelo hack da Bybit, em fevereiro de 2025, estimado em US$ 1,45 bilhão.
Principais vetores de ataque
As carteiras comprometidas lideraram em valor perdido no período, com US$ 444,5 milhões drenados em 33 ocorrências. Na sequência, apareceram os ataques de phishing, responsáveis por 63 casos e US$ 366,3 milhões em prejuízos. Já as falhas de código foram o tipo mais frequente, com 204 incidentes, mas causaram perdas menores, de US$ 151,6 milhões.
Entre os eventos de maior impacto, a CertiK destacou os ataques à Kelp DAO, de US$ 291,3 milhões, e ao Drift Protocol, de US$ 280 milhões, ambos no segundo trimestre. Também chamou atenção um caso de phishing no primeiro trimestre que gerou perdas de US$ 284,7 milhões.
A empresa afirmou que uma das tendências mais relevantes de 2026 é a velocidade com que incidentes acima de US$ 1 milhão em perdas, excluindo phishing, vêm se acumulando. No caso do phishing, o relatório aponta uma mudança de perfil: menos ataques em volume, mas com alvos mais valiosos e abordagens mais direcionadas.
- Ataques de engenharia social somaram apenas 4 registros.
- Mesmo assim, eles causaram US$ 310,1 milhões em perdas.
- Esse total representa 85% de todos os prejuízos ligados a phishing.
Coreia do Norte continua no radar
A CertiK também ressaltou o papel de hackers ligados à Coreia do Norte, classificando essa ameaça como indispensável em qualquer avaliação de segurança da Web3. De acordo com a empresa, esses grupos seguem por trás de alguns dos ataques mais sofisticados tecnicamente e mais danosos financeiramente para o ecossistema.
Segundo o relatório, a atuação desses agentes já não se limita à exploração direta de contratos inteligentes e passou a incluir comprometimento de cadeia de suprimentos, engenharia social em escala e infiltração em equipes de desenvolvimento. A análise também aponta foco crescente em infraestrutura institucional e em soluções cross-chain para lavagem dos recursos roubados.




