A Coins.xyz está ampliando sua presença no Brasil com foco em clientes corporativos, como tesourarias, corretoras de câmbio e operações de pagamentos entre empresas. A estratégia foge da disputa por varejo, hoje concentrada em plataformas como a Binance, que, segundo a empresa, responde por cerca de 70% do volume negociado no país.
A companhia nasceu em 2014 nas Filipinas, passou a priorizar cripto em 2017 e depois foi comprada por um fundo de private equity. Segundo Guilherme Bissoli, diretor da empresa, esse histórico levou a Coins a operar mais como infraestrutura de pagamentos do que como uma exchange tradicional, com foco em stablecoins (criptomoedas pareadas a moedas fortes, usadas para transferência e caixa), como USD e USDT.
O que aconteceu: Bissoli disse que a operação brasileira foi desenhada para atender estruturas corporativas, com controles como maker-checker (quando uma pessoa cria a ordem e outra precisa aprovar), voltados à segurança institucional. A empresa também aposta na familiaridade prévia de seus investidores com o mercado brasileiro como parte da expansão.
Regulação: O executivo elogiou a velocidade e a clareza do avanço regulatório brasileiro, mas afirmou que as exigências do Banco Central elevaram muito a barreira de entrada no setor. Segundo ele, para operar com licenças de Instituição de Pagamento e de VASP (prestadora de serviços com ativos virtuais), seriam necessários 24 milhões em capital. Na avaliação dele, esse cenário dificulta a vida de startups e acelera a consolidação do mercado nas mãos de grupos maiores.
Para o leitor brasileiro, isso ajuda a explicar por que o setor tende a ficar mais concentrado: cumprir regras de capital, auditoria e KYC (verificação de identidade) custa caro e pesa mais para empresas pequenas.
Bitcoin e tecnologia: Bissoli também comentou o risco da computação quântica para a segurança do Bitcoin. Na visão dele, a rede tende a reagir com atualizações, mas carteiras antigas cujos donos perderam acesso podem ficar mais vulneráveis. Sobre preço, o executivo afirmou acreditar que o pode atingir pelo menos (aprox. ) em , em uma tese ligada ao avanço institucional do setor e ao uso de por inteligências artificiais em transações do dia a dia, enquanto o Bitcoin ficaria mais associado ao registro de informações de alto valor.




