A conta de Vlad Tenev, CEO da Robinhood, foi comprometida nesta quinta-feira (23) no X, antigo Twitter, e usada para promover a memecoin Vladhood (VLAD). A publicação ficou no ar por mais de meia hora e levou parte do mercado a acreditar que o ativo tinha ligação oficial com a empresa.
O que aconteceu: capturas de tela mostram que a mensagem apresentava a VLAD como “mascote oficial” da Robinhood Chain e dizia que o token também seria listado no aplicativo da corretora. Como a empresa lançou recentemente a Robinhood Chain, voltada a ativos tokenizados (representações digitais de ativos em blockchain), a falsa associação ajudou a espalhar o golpe.
Em números: a memecoin chegou a ultrapassar US$ 8 milhões em valor de mercado (aprox. R$ 38,4 milhões) e saltou 22.133% em cerca de 17 minutos. Segundo relatos citados no mercado, o invasor teria lucrado mais de US$ 1,2 milhão (aprox. R$ 5,8 milhões) usando seis endereços.
Pouco depois, a equipe da Robinhood confirmou a invasão e disse que trabalhava com o X para recuperar o acesso à conta. Após o esclarecimento, o preço da VLAD recuou cerca de 60%.
Para o leitor brasileiro, o episódio reforça um risco comum em memecoins: uma postagem viral pode inflar preços em minutos, mas a queda costuma ser tão rápida quanto a alta. Em ativos assim, a volatilidade é extrema, e golpes de pump-and-dump e rug pull são frequentes.
O caso acontece em meio à queda de interesse por memecoins entre investidores, segundo um relatório citado pelo mercado. Ainda assim, episódios ligados a perfis oficiais e confusão em redes sociais seguem capazes de provocar movimentos explosivos de preço em pouco tempo.




