A Coopfy lançou em junho uma plataforma para conectar bancos, fintechs e empresas de ativos digitais em um único ambiente. O sistema analisa operações em tempo real e pode bloquear transações consideradas suspeitas em poucos segundos.

Como funciona: Antes da conversão dos recursos em ativos digitais, a plataforma verifica a identidade dos clientes, valida as empresas envolvidas e monitora as transações. Esses processos, conhecidos pelas siglas KYC, KYB e KYT, fazem parte do compliance (controles usados para cumprir leis e normas) desde o início de cada operação.

Em números: A startup afirma ter analisado mais de 2 milhões de operações desde o início das atividades. Entre as empresas integradas está a Pagsmile, enquanto a Finservices atua como banco parceiro. A meta é processar mais de R$ 5 bilhões até o fim de 2026.

No Brasil: A infraestrutura atende empresas que buscam autorização como PSAVs, prestadoras de serviços de ativos virtuais, categoria que inclui corretoras, custodiantes e intermediárias. As Resoluções nº 519, 520 e 521 do Banco Central estão em vigor desde fevereiro de 2026, e o prazo para os pedidos de autorização termina em 30 de outubro de 2026.

Para bancos e fintechs brasileiros, a proposta é concentrar rastreabilidade, integração bancária e controles regulatórios, reduzindo a dependência de vários fornecedores.