A CVM participou, na sexta-feira (11), de um encontro no Rio de Janeiro sobre tokenização de ativos — a transformação de ativos em registros digitais negociáveis em rede. A agenda reuniu diretores e superintendentes da autarquia com representantes da Binance, da Base, da Laqus, da Roit e da BEE4.
O evento foi organizado pelo Instituto Livre Mercado e contou com membros do Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT). A proposta foi aproximar reguladores e agentes do mercado para discutir como criar regras compatíveis com a economia brasileira e com o avanço das plataformas digitais.
Na abertura, participaram João Accioly, diretor da CVM, Rodrigo Saraiva, do instituto organizador, e Tiago Sarandy, diretor da Binance. José Alexandre Vasco, superintendente seccional de modernização da autarquia, apresentou o andamento dos estudos de transição tecnológica ao lado de Marcelo Firmino dos Santos.
Accioly comparou certas exigências burocráticas antigas a um carteiro encarregado de entregar correspondência eletrônica na casa das pessoas. A mensagem foi direta: a regulação precisa acompanhar tecnologias que mudam o fluxo de capitais e reduzem a utilidade de obrigações criadas para outro tipo de mercado.
Para quem investe ou acompanha cripto no Brasil, a discussão sinaliza que a CVM está olhando para tokenização, infraestrutura e competição entre plataformas antes de definir novas regras para esse mercado.
Os painéis também trataram de infraestrutura, concorrência entre bolsas e adoção de redes de registro distribuído, sistemas em que as informações ficam compartilhadas entre vários participantes. Maria Júlia Argollo, da Base, rede criada pela Coinbase, discutiu barreiras e incentivos à competição com Egmon Henrique de Oliveira Costa, da . A rodada final teve , da , em debate com e , ligados à supervisão da autarquia.




