A CVM reuniu na sexta-feira (31) mais de 50 representantes do setor privado e superintendentes da autarquia para a primeira rodada de discussões do Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT). O foco foi debater como abrir espaço para inovação com segurança no mercado brasileiro.

O que aconteceu: José Alexandre Vasco, superintendente de Desenvolvimento e Modernização Institucional e coordenador do grupo, afirmou que a discussão é "uma oportunidade única" e disse que o trabalho pode gerar um resultado positivo para o mercado de capitais e para o país. Ele também afirmou que este é um momento favorável para avançar, citando reforço orçamentário, investimento em tecnologia e a criação de uma área de IA (inteligência artificial).

Prazos: o presidente da autarquia, Otto Lobo, determinou a entrega de um modelo experimental ao mercado em 100 dias. A portaria da presidência prevê a apresentação de uma norma sobre o tema em 60 dias e um relatório de atividades em 120 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30 dias em caso de necessidade técnica.

Para o leitor brasileiro, a discussão mexe com a base de futuras regras para emissão e negociação de ativos tokenizados no país, tema que pode afetar corretoras, plataformas e investidores locais.

Quem participou: representantes de Anbima, ABCripto, Instituto Clima e Sociedade, BSM Supervisão de Mercados e ABToken participaram das conversas com técnicos da CVM. Entre os temas, estiveram o uso de diferentes infraestruturas para emissão e negociação de produtos tokenizados e o registro pós-negociação de ativos de risco.

A intenção da autarquia é reunir dados práticos para montar um formato regulatório que não trave futuras inovações tecnológicas. Segundo Maurício Bulcão Filho, assessor do colegiado, a equipe mantém o compromisso de executar o plano dentro do calendário definido.