O Departamento de Justiça dos EUA acusou Rossen G. Iossifov, de 53 anos, de desviar US$ 290 mil (aprox. R$ 1,48 milhão) em criptomoedas confiscadas pelo governo americano. Os ativos estavam em uma conta na corretora Kraken.

  • O que aconteceu: mesmo preso, Iossifov teria contado com a ajuda de outras pessoas para movimentar as moedas entre janeiro e dezembro de 2024, contrariando uma ordem judicial de confisco.
  • Caminho do dinheiro: os recursos teriam passado por diferentes corretoras e mixers — serviços usados para dificultar o rastreamento das transações — antes de serem convertidos em dinheiro tradicional e enviados a uma conta bancária estrangeira.
  • Próximo passo: o acusado compareceu ao tribunal federal do Distrito Leste de Kentucky na quarta-feira, 8, para responder às novas acusações.

Iossifov já cumpria uma pena de 111 meses, pouco mais de nove anos, por participar de um esquema que anunciava produtos inexistentes em sites de leilões, incluindo veículos. Segundo a acusação, mais de 900 americanos foram vítimas, enquanto o grupo movimentou quase US$ 5 milhões (aprox. R$ 25,5 milhões) em uma operação de lavagem de dinheiro.

Autoridades americanas afirmam que a suposta retirada das criptomoedas desafia diretamente as decisões dos tribunais e prejudica vítimas que já haviam sofrido perdas financeiras. O Departamento de Justiça declarou que pretende responsabilizar envolvidos em tentativas de obstruir ordens judiciais.