El Salvador e Uruguai apresentaram modelos diferentes para regular o mercado de criptoativos, mas levaram a mesma mensagem ao Financial Infrastructure Fórum, evento que abriu o Blockchain Rio nesta terça-feira, 11. Para os dois países, empresas de ativos digitais não devem ficar só no cadastro: precisam de autorização prévia, análise rigorosa e acompanhamento contínuo.
O que aconteceu: o debate reuniu Juan Carlos Reyes, presidente da Comissão Nacional de Ativos Digitais (CNAD) de El Salvador, e Patricia Tudisco, intendente de Supervisão Financeira do Banco Central do Uruguai (BCU), além de representantes de outras instituições financeiras da América Latina.
Como cada país atua: em El Salvador, a regulação ficou concentrada em uma autoridade específica para ativos digitais, a CNAD. Já o Uruguai incorporou exchanges, emissores e ativos tokenizados à estrutura de supervisão do BCU.
Por que importa: apesar da diferença de arquitetura regulatória, os dois países convergiram na exigência de controle mais forte sobre o setor. Reyes resumiu essa leitura ao dizer que é preciso parar de tratar cripto como uma discussão sobre o futuro.
Para o leitor brasileiro, o recado se conecta ao debate local sobre o papel de órgãos como BCB e CVM na autorização e fiscalização de empresas de cripto.




