A licença para operar na União Europeia não encerra o processo regulatório dos custodiantes de criptomoedas. A ESMA lançou, na quarta-feira, uma análise conjunta sobre a capacidade dessas empresas de manter seus serviços seguros e funcionando diante de falhas.

  • O que aconteceu: A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados iniciou uma Ação de Supervisão Comum (CSA) voltada aos prestadores de serviços de criptoativos, conhecidos como CASPs. A custódia — serviço de proteção e armazenamento dos ativos digitais dos clientes — está no centro da avaliação.

  • Por que importa: O MiCA, conjunto de regras da União Europeia para o mercado de criptoativos, estabelece requisitos que vão além da autorização inicial. Os reguladores agora querem verificar se as empresas licenciadas conseguem cumprir, na prática, as exigências de segurança e resiliência operacional.

Para Sebastien Dessimoz, cofundador e sócio-gerente da empresa de infraestrutura de ativos digitais Taurus, a mensagem é clara: para os custodiantes, receber a licença representa o início da supervisão, e não o fim.

No Brasil: Para quem usa plataformas com atuação europeia, a licença MiCA indica autorização regulatória, mas não elimina riscos ligados a falhas operacionais e à segurança da custódia.