O governo dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (14) o congelamento de mais de US$ 130 milhões (aprox. R$ 754 mi) em criptomoedas associadas ao Banco Central do Irã. Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, as carteiras foram sancionadas pelo OFAC, órgão responsável pelo controle de ativos estrangeiros.
O que aconteceu: além das carteiras, os EUA sancionaram mais de 50 indivíduos, além de empresas e embarcações. Em outra frente, também atingiram quatro pessoas e três entidades sediadas em Teerã, Nigéria e Moscou.
Em números: o Tesouro divulgou seis endereços na rede Tron. Dados on-chain mostram que um deles guarda US$ 212,7 milhões (aprox. R$ 1,23 bi) em USDT, enquanto outro reúne US$ 131,2 milhões (aprox. R$ 761 mi). Os outros quatro somam cerca de US$ 130 milhões (aprox. R$ 754 mi) em USDT e foram os bloqueados nesta terça-feira.
Bessent afirmou que o Tesouro seguirá atuando para desmontar redes de aquisição que, segundo o governo americano, financiam programas de armas e a máquina de guerra iraniana. Ele também declarou que o presidente Donald Trump deixou claro que o Irã precisa se desnuclearizar.
Por que importa: o caso mostra como criptoativos passaram a ter peso em disputas entre Estados, e não só no uso por investidores e empresas. Também expõe um ponto central do USDT, uma stablecoin (criptomoeda pareada ao dólar) com estrutura centralizada, o que permite o congelamento de fundos pela emissora Tether.
Para o leitor brasileiro, o episódio reforça que nem toda criptomoeda funciona do mesmo jeito: ativos centralizados podem ser travados por ordem regulatória, o que pesa para quem avalia risco de custódia.




