Os Estados Unidos divulgaram a lista final de isenções da nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A sobretaxa passa a valer na próxima quarta-feira, 22 de julho, após o encerramento da investigação aberta em julho de 2025 com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
O que aconteceu: A relação foi publicada pelo USTR, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA. No caso do Brasil, a apuração mirou seis frentes, entre elas as regras do Pix, a tarifação do etanol americano, a proteção à propriedade intelectual e o combate ao desmatamento ilegal.
Quem escapou: Entraram na lista de isentos produtos como ferro-gusa, café solúvel sem adição de sabor, mel orgânico, hidróxido de alumínio, sucata de ferro e aço, determinados pescados, couros, alguns produtos de madeira, medicamentos e insumos farmacêuticos. Antiguidades, obras de arte e roupas usadas também ficaram fora da cobrança. Esses itens se somam a exceções já previstas para carne bovina, café, laranja, suco de laranja e peças usadas na fabricação de aviões civis.
Por que importa: O USTR afirmou que considerou quatro critérios para definir as isenções: falta de oferta doméstica suficiente, risco de desorganização da economia americana, dificuldade de substituir fornecedores brasileiros e baixa efetividade da tarifa para pressionar o Brasil. No caso do mel orgânico, a produção dos EUA cobre só 3% da demanda interna, e até 80% das importações vêm do Brasil. Já o hidróxido de alumínio brasileiro representa cerca de 40% da oferta disponível no mercado americano.
Para o Brasil, a lista preserva parte de produtos relevantes da pauta de exportação aos EUA, mas mantém pressão sobre setores industriais e manufaturados que ficaram fora das exceções.
Nem todos os pedidos foram aceitos. O governo americano rejeitou solicitações de setores como máquinas agrícolas e industriais, vestuário, calçados, equipamentos elétricos, ferramentas de jardinagem, papel, açúcar orgânico e diversos manufaturados. O texto final também retirou da lista a celulose solúvel de alta pureza e restringiu a isenção de certos produtos químicos apenas ao uso farmacêutico, mantendo tarifadas as aplicações industriais.




