Um americano de 21 anos foi preso e acusado de participar de um esquema que escondia malware em jogos publicados na Steam para roubar criptomoedas de usuários. Segundo o processo, o grupo teria levado cerca de US$ 220 mil (aprox. R$ 1,2 milhão) após invadir cerca de 80 carteiras.
O que aconteceu: Zyaire Dontaevious Zamarion Wilkins é apontado como integrante de uma quadrilha que teria atuado entre maio de 2024 e fevereiro de 2026. De acordo com a acusação, os jogos contaminados eram divulgados em Discord, Telegram, X/Twitter e LinkedIn, enquanto bots eram usados para localizar pessoas com grandes quantias em criptomoedas e enviar mensagens direcionadas.
Entre os jogos citados na investigação estão BlockBlasters, Chemia, Dashverse/DashFPS, Lampy, Lunara, PirateFi e Tokenova. A denúncia afirma que os oito jogos ligados ao esquema infectaram cerca de 8 mil dispositivos. Em conversas citadas no processo, Wilkins e outro suspeito discutem qual malware deveria ser incluído nos jogos. Em uma dessas trocas, ele teria pago US$ 10 mil (aprox. R$ 55 mil) por um RAT (trojan de acesso remoto, que permite controlar o computador da vítima à distância).
Como a investigação avançou: o governo dos EUA afirma que rastreou um endereço de Bitcoin usado por Wilkins até depósitos na Bitrefill, plataforma que vende cartões-presente em troca de criptomoedas. Os registros, segundo a acusação, apontaram compras de mais de 150 cartões-presente, incluindo cartões da UberEats, associadas a uma conta ligada a um e-mail atribuído ao suspeito.
Depois disso, investigadores obtiveram registros do Google e da Uber. A Uber indicou mais de 500 pedidos de comida entre março de 2024 e , somando mais de (aprox. ), entregues em três endereços, incluindo o de Wilkins e dois ligados à .




