A Humanity Protocol afirmou que vai voltar a priorizar a segurança operacional após um ataque de US$ 36 milhões (aprox. R$ 208,8 milhões) sofrido em junho. Segundo o fundador Terence Kwok, a invasão começou com o laptop comprometido de um funcionário.
O que aconteceu: Kwok disse que a falha surgiu durante o lançamento da rede principal no ano passado. Na ocasião, várias chaves de produção foram copiadas sem intenção para o computador afetado, incluindo chaves de administrador da hot wallet e um conjunto de chaves de proprietário multisig (carteira que exige mais de uma aprovação para autorizar movimentações) em ambas as blockchains.
Por que importa: na avaliação de Kwok, o caso mostra uma mudança no padrão dos ataques. Em vez de buscar falhas no código de contratos inteligentes, criminosos estariam mirando vulnerabilidades operacionais e erros no nível das equipes.
Para o leitor brasileiro, o episódio reforça um ponto básico: em cripto, o risco não está só no código, mas também no controle interno de chaves e acessos.
A Humanity Protocol atua com identidade descentralizada e agora pretende redirecionar seus esforços de cibersegurança para esse tipo de proteção operacional.




