Os criptoativos passaram a integrar o foco do Programa Brasil contra o Crime Organizado, do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A diretriz é ampliar a inteligência financeira, rastrear movimentações suspeitas e bloquear ou recuperar patrimônios ligados a facções e outras organizações criminosas.

A medida está na Portaria MJSP nº 1.258, publicada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O texto também cria o comitê estratégico encarregado de coordenar, acompanhar e avaliar as ações do programa.

O que aconteceu: no eixo voltado à asfixia financeira do crime organizado, a portaria cita criptoativos, mercado imobiliário, comércio de veículos de luxo e postos de combustíveis como setores vulneráveis à infiltração criminosa.

Por que importa: a proposta do governo é articular programas de compliance (regras e controles para prevenir irregularidades) e integridade nessas atividades.

Para quem atua com cripto no Brasil, o movimento indica maior atenção das autoridades sobre rastreamento de operações e bloqueio de ativos suspeitos.