Pavel Durov afirmou que o Telegram vai lançar uma carteira Gram nativa e não custodial (em que o usuário controla as próprias chaves) em todos os apps da plataforma neste verão. Segundo ele, a promessa é de transações instantâneas e sem taxas para mais de 1 bilhão de usuários.
O que aconteceu:
Durov fez o anúncio em seu canal oficial no Telegram e descreveu a novidade como o maior lançamento de uma carteira cripto não custodial da história. Hoje, os usuários do aplicativo usam uma carteira custodial ou o complemento TON Space. Com a integração direta, a posse das chaves ficaria no próprio app principal.
Em números:
O GRAM era negociado perto de US$ 1,53 (aprox. R$ 8,65), com alta de 8,4% em 24 horas. A capitalização de mercado estava em US$ 4,17 bilhões (aprox. R$ 23,5 bilhões), e o token ocupava a 25ª posição no ranking geral. Mesmo assim, ainda acumulava queda superior a 54% nos últimos 12 meses.
Para o público brasileiro, a leitura é simples: uma carteira integrada desse tamanho pode acelerar o uso de cripto dentro de um app de massa, mas isso não elimina os riscos de mercado nem as discussões sobre custódia, segurança e uso no dia a dia.
Por que importa:
A aposta do Telegram vem depois da mudança de nome de Toncoin, aprovada por 81,22% da comunidade em 15 de junho, e da decisão da empresa de assumir o desenvolvimento da rede em maio, além de reduzir as taxas de transação em cerca de seis vezes. Ainda assim, há ceticismo: Adam Back, CEO da Blockstream, questionou a mecânica inflacionária do GRAM após Durov compará-lo positivamente ao Bitcoin (BTC).




