A Interpol disse que identificou uma carteira de criptomoedas que movimentou mais de US$ 122,5 milhões em apenas 10 meses. Segundo a organização, os valores estavam ligados a um suspeito de lavagem de dinheiro associada a golpes românticos, um tipo de fraude em que criminosos ganham a confiança da vítima para arrancar dinheiro.

Na Tailândia, as autoridades prenderam dois suspeitos e desarticularam uma rede que convertia os lucros desses golpes em criptoativos. De acordo com a Interpol, o grupo usava trocas de tokens entre diferentes blockchains para tentar esconder o caminho do dinheiro.

A ação fez parte da Operação First Light 2026, uma campanha internacional coordenada pela Interpol contra golpes de engenharia social e a estrutura financeira usada para lavar os recursos obtidos nessas fraudes.

Para o leitor brasileiro, o caso reforça um ponto básico: transferências em criptomoedas podem ser usadas para dificultar o rastreamento, mas não tornam o dinheiro invisível para investigações internacionais.