A Kaspersky disse ter identificado uma nova família de malware voltada a investidores de criptomoedas. Batizado de OkoBot, o esquema usa engenharia social e programas infectados distribuídos no GitHub para abrir uma porta dos fundos no dispositivo da vítima.

O que aconteceu: segundo a empresa, a cadeia de infecção começa com táticas como o ClickFix — um golpe que induz o usuário a executar comandos maliciosos — ou com aplicativos trojanizados (programas aparentemente legítimos, mas adulterados para instalar malware). Depois disso, o código malicioso pode coletar arquivos de carteiras de cripto, dados do navegador e credenciais de acesso.

Como o ataque funciona: a Kaspersky afirma que o OkoBot também consegue injetar extensões maliciosas no navegador e capturar janelas de aplicativos de carteira, o que pode ser usado para roubar ativos digitais. A empresa disse ter detectado múltiplos ataques ligados a essa família desde janeiro de 2026.

Origem do malware: de acordo com o relatório, a estrutura do OkoBot evoluiu a partir do TookPS, uma campanha de malware identificada pela primeira vez em 2025. Na época, o esquema distribuía um trojan downloader (programa que baixa outros arquivos maliciosos) por meio de sites falsos de software.

Para quem investe em cripto no Brasil, o alerta é direto: carteiras e contas podem ser comprometidas por downloads adulterados e comandos executados fora de plataformas confiáveis.