A OranjeBTC anunciou nesta quarta-feira (12) o DIGY11, um ETF com distribuição mensal de rendimentos em reais, com estreia na B3 prevista para setembro. O fundo não terá Bitcoin na carteira, mas sim ações preferenciais de empresas com grandes reservas da criptomoeda.

O que acontece: o fundo vai comprar papéis de companhias ligadas ao Bitcoin e repassar aos cotistas, todo mês, os valores recebidos no exterior, já descontadas as despesas. Ele terá proteção cambial, um mecanismo que tenta reduzir o efeito da variação do dólar no resultado.

Em números: a estimativa atual é de pagamento equivalente ao CDI + 3% a 5% ao ano. A taxa de gestão será de 0,90% ao ano, com custo total estimado em 1,30% ao ano, e a tributação estimada das distribuições é de 15%.

A carteira inicial terá dois ativos: o STRC, da Strategy, com maior peso, e o SATA, da Strive. Segundo a OranjeBTC, o STRC passou de US$ 10 bilhões em valor nocional pouco mais de um ano após o lançamento, enquanto o SATA captou mais de US$ 780 milhões desde a estreia em novembro de 2025.

Para o investidor brasileiro, isso entra como produto negociado em reais na B3, mas segue sendo um ETF de renda variável, sem cobertura do FGC e sem proteção total contra perdas.

A gestão ficará com a 3R Investimentos, a MarketVector, do grupo VanEck, vai fornecer o índice, e o Banco Daycoval será o administrador fiduciário. O referencial é o MarketVector Bitcoin Treasury Preferred Equity BRL Hedged Index, que considera liquidez, tamanho das reservas em Bitcoin, alavancagem e histórico de pagamento.

Os riscos continuam relevantes. A cobertura informada não garante pagamento, e os ativos permanecem nos balanços dos emissores, sem segregação em favor dos cotistas.