Pesquisadores da área de segurança alertam que o avanço da inteligência artificial está reduzindo a vida útil das auditorias de segurança em criptomoedas. Segundo eles, hackers vêm usando essas ferramentas para localizar vulnerabilidades em contratos inteligentes com uma velocidade inédita, inclusive em códigos de protocolos DeFi descontinuados.
A avaliação é que os protocolos precisam rever seus contratos inteligentes de forma contínua, e não tratar a auditoria como uma checagem única. Ari Redbord, chefe de políticas da TRM Labs, disse ao Cointelegraph que os dados apontam para “uma revisão contínua em vez de uma auditoria única” e acrescentou que “as técnicas de ataque estão evoluindo mais rápido do que uma única auditoria desde o dia do lançamento pode acompanhar”.
A CertiK informou na segunda-feira que hackers roubaram mais de US$ 1,32 bilhão no primeiro semestre de 2026. De acordo com a empresa, os ataques ficaram mais sofisticados à medida que o setor reforçou suas medidas de segurança.
Para o leitor brasileiro, o recado é direto: auditoria não garante proteção permanente. Em DeFi (serviços financeiros feitos por código, sem intermediário), uma falha antiga pode continuar virando porta de entrada para roubo.




