Abelardo de la Espriella, presidente da Colômbia desde 7 de agosto, prometeu ampliar a fiscalização sobre o uso de criptomoedas no país. A ofensiva foi apresentada em vídeo publicado em 12 de setembro, ao lado de Andrés Felipe Velásquez Reyes, diretor da DIAN, a Receita Federal colombiana.

No vídeo, Espriella disse que o governo vai combater corrupção, narcotráfico, contrabando e mineração ilegal “custe o que custar”. Ele citou uma apreensão de 30 bilhões de pesos colombianos (R$ 49,8 milhões) em mercadorias de contrabando, incluindo drones atribuídos a máfias.

A frente cripto mira dois pontos: evasão fiscal e dinheiro ligado a crimes. Velásquez Reyes afirmou que a DIAN abrirá um programa de fiscalização para perseguir residentes fiscais na Colômbia que deveriam declarar criptoativos mantidos fora do país. Criptoativos, nesse contexto, são bens digitais que podem compor patrimônio e entrar em obrigações fiscais.

Espriella também disse que o governo irá atrás de recursos de atividades ilícitas nas quais criptomoedas tenham sido usadas. A declaração vem nas primeiras semanas de um mandato vencido por menos de 1% de vantagem no segundo turno.

O presidente colombiano já havia chamado atenção em 4 de setembro, quando apareceu em outro vídeo perto de cadáveres que seriam de integrantes de um grupo ligado às FARC. Na gravação, ele associou a operação ao combate ao narcoterrorismo e defendeu o uso da “mão de ferro do Estado” contra organizações criminosas.