A instalação dos primeiros computadores quânticos operacionais no Brasil levou a discussão sobre segurança de criptomoedas para o campo do planejamento prático. Segundo relatório da Taurus, o risco imediato não é uma quebra da criptografia do Bitcoin e de outras blockchains, mas sim a escolha da tecnologia usada hoje para custodiar chaves privadas.

O que aconteceu: O MCTI informou que o Centro Internacional de Computação e Tecnologias Quânticas da Paraíba (CIQuanta) vai receber dois computadores quânticos, com 20 e 100 qubits. Para a estrutura, o governo estima investimentos de cerca de R$ 150 milhões.

Por que importa: O relatório diz que a arquitetura de custódia adotada agora por bancos, exchanges e empresas de ativos virtuais pode determinar a velocidade — ou até a viabilidade — de uma migração futura para segurança pós-quântica (proteções pensadas para resistir a ataques de computadores quânticos). Em outras palavras, a preocupação está menos na máquina em si hoje e mais na capacidade de adaptação amanhã.

Até junho, o MCTI ainda não havia informado a data de início da operação das máquinas.

Para o mercado brasileiro, o alerta recai sobre quem guarda cripto para terceiros: a estrutura escolhida agora pode afetar a proteção desses ativos no futuro.