A SafePal informou no domingo (16) que um vazamento de dados atingiu cerca de 39.798 clientes. Segundo a empresa, foram expostos nome, e-mail, endereço de entrega, telefone e detalhes da compra de pedidos feitos entre 2 de março de 2025 e 11 de abril de 2026.

O que aconteceu: a empresa atribuiu o problema a uma falha de autorização na função de rastreamento de pedidos de um plugin. A SafePal afirmou que a brecha já foi corrigida e que notificou individualmente os clientes afetados por e-mail.

Risco imediato: a carteira alertou para golpes por telefone, e-mail, SMS, cartas e sites falsos. O foco dos criminosos, segundo a empresa, pode ser induzir vítimas a entregar frase-semente (a sequência de palavras que dá acesso total à carteira), chave privada ou senha. A orientação foi não clicar em links nem escanear QR codes enviados sem solicitação e acessar o site da empresa digitando o endereço manualmente.

Para o leitor brasileiro, o ponto central é simples: quem usa carteira própria de criptomoedas precisa tratar qualquer contato de “suporte” com desconfiança, porque a posse da frase-semente dá controle total dos ativos.

Contexto: na quinta-feira (13), a Trezor, outra fabricante de carteiras de criptomoedas, também reconheceu um vazamento que atingiu 13.689 clientes, incluindo brasileiros. A SafePal recebeu investimento estratégico da Binance Labs em 2018 e, depois, de Animoca Brands e Superscrypt.

Medidas anunciadas: a SafePal reduziu o período de retenção de dados de clientes para 90 dias, abriu um canal de suporte dedicado ao incidente e informou que está verificando com parceiros de logística se o problema não alcançou outros sistemas. A empresa também disse ter removido mais de sites fraudulentos e links de phishing ligados aos golpes.